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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Convocação Internacional pelos Direitos e pela Dignidade da Pessoa Humana e da Família

Caro amigo:
Paz e Bem!
Escrevo para transmitir-lhe uma boa notícia. Foi refeito o pedido à Organização das Nações Unidas (ONU) em favor das crianças não nascidas e da família. Em poucos dias, o pedido recebeu 30.000 adesões.
Como se recorda, o ano passado foi feito este pedido que atingiu 467.000 assinaturas em algumas semanas. O pedido foi apresentado às Nações Unidas durante uma audiência de imprensa que foi transmitida em toda a sede ONU.
No pedido os membros da ONU interpretam que a Declaração Universal dos Direitas Humanos protege contra o aborto as crianças em gestação. Pede também a proteção especial para a família! Na verdade, estes são conhecimento que emanam da Declaração Universal, mas que foram esquecidos com o passar do tempo. Devemos recordá-los!
O pedido foi relançado à ONU a fim de coletar um milhão de assinaturas até dia 1º de dezembro. Vejam bem: 1.000.000 de assinaturas em favor das crianças em gestação e à família.
Se você já assinou o ano passado, o sistema saberá. Assine e envie o quanto antes esta mensagem à sua família e a seus amigos para conseguirmos a maior quantidade de pessoas a favor da vida. Precisamos demonstrar à ONU que o mundo defende os direitos da criança não nascida e da família e que é contra o aborto.
Por favor, acesse aqui e assine: http://www.c-fam.org/campaigns/lid.7/default.asp
Não se esquece de rezar pelo êxito desta nobre missão!
Cordialmente,
Pe. Luiz Antonio BentoAssessor Nacional da Comissão Vida e Familia - CNBBfamilia@cnbb.org.br(61)2103-8300

Convocação Internacional pelos Direitos e pela Dignidade da Pessoa Humana e da Família

Acesse e assine: http://www.c-fam.org/campaigns/lid.7/default.asp

Nós, cidadãos dos Estados membros da Organização das Nações Unidas, neste ano do 60.° aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada e proclamada pela Resolução 217 A (III) da Assembléia Geral das Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948,

Recordando que:

A Declaração Universal é um estandarte comum para todas as pessoas e todas as nações,
Tendo em conta que:
Os direitos humanos, a dignidade, a liberdade, a igualdade, a solidariedade e a justiça, constituem o patrimônio espiritual e moral sobre o qual se baseia a união das Nações,

Indicamos que:

Deve-se dar a devida consideração a:
1. O direito à vida de cada ser humano, da concepção até a morte natural, tendo cada criança o direito de ser concebida, nascida e educada no seio de uma família, baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher, sendo a família o grupo de unidade natural e fundamental da sociedade, 2. O direito de cada criança de ser educada por seus pais, que têm a prioridade e o direito fundamental de escolher o tipo de educação que deve ser dada a seus filhos.

Por isso solicitamos:

A todos os governos interpretar de maneira apropriada a Declaração Universal dos Direitos Humanos, dado que:
Todo ser humano tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal. (Artigo 3)
Os homens e mulheres de maior idade, sem qualquer restrição de raça, nacionalidade ou religião, têm o direito de contrair matrimônio e fundar uma família. (Artigo 16)
A família é o núcleo natural e fundamental da sociedade e têm o direito à proteção da sociedade e do Estado. (Artigo 16)
A maternidade e a infância têm direito a cuidados e assistência especiais. (Artigo 25)
Os pais têm o prioridade de direito na escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos. (Artigo 26)

domingo, 16 de março de 2008

Ano Sacerdotal


Brasília-DF, 21 de maio de 2009
P. nº 0367/09

Amados presbíteros do Brasil,

“Dou graças ao meu Deus, cada vez que me lembro de vós nas minhas orações por cada um de vós. É com alegria que faço minha oração, por causa da vossa comunhão no anúncio do evangelho...” (Fl 1,3-5a).
Na solenidade do Sagrado Coração de Jesus, dia de oração pela santificação do clero, por ocasião da abertura do Ano Sacerdotal, convocado por S. Santidade o Papa Bento XVI, nós Bispos do Brasil, queremos manifestar nossa profunda gratidão a todos os presbíteros que diuturnamente se colocam a serviço do Povo de Deus.
Não obstante as fragilidades, reconhecemos o grande dom de Deus na vida e no ministério dos presbíteros do Brasil. Fazemos nossas as palavras do Cardeal Cláudio Hummes no 12º Encontro Nacional de Presbíteros: “de modo geral, são homens dignos, bons, homens de Deus, admiráveis, generosos, honestos, incansáveis na doação de todas as suas energias ao seu ministério, à evangelização, em favor do povo especialmente a serviço dos pobres e dos marginalizados, dos excluídos e dos injustiçados, dos desesperados e sofridos de todo tipo, deles nos orgulhamos, os veneramos e amamos realmente, com claro reconhecimento do trabalho pastoral que realizam”.
Neste Ano Sacerdotal, que se estende de 19 de junho de 2009 a 19 de junho de 2010, desejamos que seja dinamizada a Pastoral Presbiteral, a fim de que venha a ser verdadeiro instrumento de comunhão entre os presbíteros, auxiliando-os nas mais diversas circunstâncias. Para tal sugerimos as indicações, divulgadas pela CNBB, para o Ano Sacerdotal.
O Ano Sacerdotal seja espaço para intensificar e promover a santificação dos sacerdotes e ajudá-los a perceberem cada vez mais a importância do seu papel e de sua missão na Igreja e na sociedade contemporânea.
Ao celebrarmos os 150 anos da morte de São João Batista Maria Vianney, o Santo Cura D’Ars, invocamos sua proteção e inspiração para a vivência do tema do Ano Sacerdotal “fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote”.

domingo, 11 de março de 2007

Somos coerentes

Nota da Comissão Vida e Família sobre uso dos preservativos

A Igreja não concorda com a forma em que o Sr. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva abordou, no Rio de Janeiro, o problema do uso dos preservativos.
A posição da Igreja é clara. Sempre o fui. Não mudou, nem mudará.
Não repetiremos continuamente nosso parecer a esse respeito. O modo de educar nossos adolescentes e jovens não pode ser feito com base no permissivismo, incitando-os a um comportamento desregrado.
Precisamos educá-los baseados em bons princípios consistentes.
Esta orientação cabe em primeiro lugar aos pais. O filho encontra na família a primeira e mais importante fonte de formação desses princípios e valores humanos. Quando os pais atuam assim, não estão sendo hipócritas. E a Igreja defende os direitos originários dos pais.
Não somos hipócritas. Nem o fomos. Nem o seremos. Somos coerentes.
9 de março de 2007
Dom Rafael Llano Cifuentes Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família

fontes: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=14512
http://www.pastoralfamiliarcnbb.org.br/novo_site/noticias/noticia.asp?id=947

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Mensagem da CNBB aos políticos recentemente eleitos

Excelentíssimos (as) Governadores, Senadores e Senadoras, Deputados e Deputadas Federais, Estaduais e Distritais!
Iniciais um novo mandato.
Este é um importante momento para vossas vidas e para o Brasil.
Por isso, nós, bispos da Igreja Católica em Goiás, no Tocantins e no Distrito Federal, vos dirigimos essa mensagem pastoral de esperança e confiança.
Evocamos as exigências inerentes à vida pública, mencionamos a colaboração da Igreja na história brasileira, elencamos alguns desafios sociais, econômicos e ambientais, externamos expectativas e preocupações, enfatizamos o imperativo da ética na política e, sobretudo, vos desejamos sabedoria nas decisões e coragem nas dificuldades.
Apresentados pelos partidos e escolhidos democraticamente pelo povo, tereis uma longa e responsável jornada.
É o “terceiro turno”, decorrente dos turnos eleitorais.
É a oportunidade de viabilizar as propostas e projetos de governo que foram apresentados e divulgados em vossos discursos e programas eletivos.
É a ocasião singular de revelar publicamente vosso caráter e testemunhar vossa palavra empenhada .
Todo começo de uma missão ou mandato é sempre desafiador e exigente.
Por mais experimentados que sejais, sabeis que os acontecimentos não se repetem.
O amanhã sempre é uma incógnita, uma realidade desconhecida que vos aguarda.
Deveis estar preparados para enfrentar qualquer situação que virá no futuro.
Por isso, é preciso começar bem e certo esse novo serviço em prol da sociedade.
Não tenhais medo.
Tende confiança.
O povo, autor de vossa eleição, confia em vós e sabe da exigente responsabilidade que vos atribuiu.
E nós, bispos da Igreja Católica no Centro-Oeste do Brasil, respeitando a legítima autonomia de vossos poderes, empenhamos nosso compromisso e a subsidiariedade da Igreja para que o serviço à justiça e à solidariedade seja eficaz e gere vida em abundância para todos.
Como cristãos, em dois mil anos de história, a Tradição nos legou múltiplos modos de empenho na criativa e responsável construção do mundo.
Nos primeiros séculos do cristianismo, nos foi testemunhado que os cristãos “participavam na vida pública como cidadãos” (Carta a Diogneto 5,5).
Exemplo claro foi São Tomás Moro (século XVI), proclamado padroeiro dos governantes e dos políticos por testemunhar até ao martírio a dignidade inalienável da consciência.
No Brasil, a Igreja colaborou com o projeto de nação desde a primeira hora - não obstante as contradições históricas -, especialmente no serviço para a educação, arte e saúde.
Esteve presente nos esforços da Independência e acompanhou todos os movimentos sociais, políticos e econômicos do Brasil.
Esteve na formação territorial brasileira , particularmente na Marcha Para o Oeste, e nas primeiras comunidades, vilarejos, cidades e, enfim, na criação das capitais Goiânia, Brasília e Palmas.
Em difíceis tempos de regime militar, acolheu as manifestações populares em seus templos e defendeu a vida de milhares de políticos perseguidos (Cf. CNBB, Exigências cristãs de uma ordem política).
Participou ativamente na redemocratização do Brasil e na elaboração de uma nova Constituição (Cf. CNBB, Por uma nova ordem constitucional; e Exigências éticas da ordem democrática). Visando aperfeiçoar a democracia brasileira, conferir maior legitimidade aos mandatos, promoveu Ação Popular, com mais de 1 milhão de assinaturas, o que incidiu na aprovação da Lei n. 9.840/99, que proíbe a compra de votos e o uso eleitoral da máquina administrativa.
Há, todavia, um árduo trabalho político na continuidade da construção do projeto de nação e no desenvolvimento sustentável e socialmente justo em Goiás, no Tocantins, no Distrito Federal e em todo o Brasil. Elencamos algumas das maiores exigências e desafios:
(1) fortalecer a defesa da vida humana, desde a sua concepção até o final de seus dias;
(2) ampliar as oportunidades de trabalho;
(3) democratizar o acesso à terra e ao solo urbano, mediante políticas agrícola e hídrica e planos diretores de desenvolvimento urbano;
(4) empreender urgente reforma política;
(5) rever o modelo econômico e o processo de mercantilização da vida;
(6) democratizar o Estado e ampliar a participação popular;
(7) proteger o meio ambiente, particularmente o bioma Cerrado e a Amazônia (Cf. CNBB, Eleições 2006), tema que escolhemos para a reflexão durante a Campanha da Fraternidade/2007;
(8) reforçar a soberania da nação e os bens de nossa Região, especialmente a água, a flora e fauna, os solos agricultáveis.
Em profunda comunhão e sintonia com o povo de Goiás, do Tocantins, do Distrito Federal e de todo o Brasil – a quem dedicamos inteiramente nossas vidas como Pastores -, sentimos e manifestamos algumas de nossas apreensões, preocupações e expectativas acerca da realidade política brasileira:
(a) a fidelidade partidária parece ceder lugar ao aluguel de siglas e às fáceis mudanças de partidos em vista de conjunturais acomodações políticas. Os princípios político-ideológicos, os conteúdos e os programas dos partidos, além de fornecerem fundamentação aos planos de governo, também definem o perfil e as convicções das lideranças. O troca-troca de partidos suscita a desconfiança e induz à superficialidade dos compromissos;
(b) o alto custo das campanhas, amplamente divulgado pelos meios de comunicação social, nos interroga sobre as condições de igualdade entre os candidatos e, após eleitos, quais as obrigações de reciprocidade àqueles que apoiaram suas campanhas com vultuosos recursos financeiros;
(c) a situação financeira dos Estados inviabiliza os novos projetos e promessas, os serviços permanentes do Estado e o saneamento das ameaçadoras dívidas de entidades que colaboram com as políticas públicas. Um gesto exemplar para o início de vossos mandatos seria rever os valores dos próprios salários e o que custais financeiramente para a sociedade;
(d) a realidade da Educação, pois, segundo o MEC, baseado no censo escolar de 2002, há um déficit de 710 mil professores no Brasil (Cf. Terra Educação, 2006). Como estimular os jovens para escolher essa profissão? Como assumirem responsabilidade tão grande sustentados por salários tão baixos? Como conquistaremos a soberania e a inovação tecnológica sem os professores? São perguntas inquietantes que aguardam efetiva resposta dos novos eleitos;
(e) a legítima autonomia entre Igrejas e Estado parece ser uma meta republicana ainda não plenamente realizada. Nenhuma liderança política deveria instrumentalizar sua Igreja em função de cargos; e nenhuma Igreja deveria usar o Estado para seus interesses particulares. O Estado é de todos e para todos, quaisquer que sejam as opções e condições de cada cidadão. A história, mestra da vida, ensina que disputas religiosas pelo poder do Estado resultaram, com freqüência, em sangue e intermináveis conflitos. É necessário um solidário e ecumênico empenho das igrejas cristãs e das lideranças políticas para não transformar a política do Bem Comum em disputa religiosa, ofuscando as representações e inviabilizando a paz, a concórdia e a união a fim de enfrentar e superar os grandes problemas da sociedade, especialmente dos mais pobres;
(f) a ética na política é a suprema expectativa para os mandatos que se iniciam. Os escândalos de corrupção causaram profunda descrença da sociedade brasileira na política e nos políticos. A corrupção não conhece limites políticos e geográficos, atravessa todos os setores, atrofia o crescimento econômico e a qualidade humana da vida social, inviabiliza o funcionamento do Estado, estraçalha as relações entre governantes e governados, produz desconfiança sobre as instituições públicas e causa progressivo menosprezo dos cidadãos pela política e pelos seus representantes, debilitando a democracia e as instituições. A Igreja considera a corrupção uma grave deformação do sistema político e uma das maiores causas para o subdesenvolvimento e para a pobreza. “Os comportamentos corruptos podem ser compreendidos adequadamente somente se vistos como fruto da dilaceração da ecologia humana. Se a família não é capaz de cumprir com sua tarefa educativa, se leis contrárias ao autêntico bem do homem - como aquelas contra a vida - deseducam os cidadãos sobre o bem, se a justiça age com lentidão, se a moralidade de base se debilita pela transgressão tolerada, se degradam-se as condições de vida, se a escola não acolhe e emancipa, não é possível assegurar a ecologia humana, cuja ausência prepara o terreno para que o fenômeno da corrupção plante suas raízes” (Nota do Pontifício Conselho Justiça e Paz, 2006, n. 7).
A Igreja aponta alguns princípios que atestam a vocação e o serviço dos cristãos na política, princípios esses que desejamos partilhar convosco:
a) a persecução do bem comum;
b) a prática da justiça, com particular atenção para as situações de pobreza e de sofrimento;
c) o princípio da subsidiariedade;
d) a promoção do diálogo e da paz no horizonte da solidariedade (Compêndio da Doutrina Social da Igreja nº 565).
Estas orientações maiores certamente estarão presentes no vosso diuturno trabalho em prol do bem comum, assegurando a integridade nos encargos de responsabilidade frente às instituições públicas para as quais os vossos mandatos estão destinados.
Muitas são as exigências e os desafios; grande é a vossa responsabilidade.
Disse Jesus: “Eu vos asseguro, o que fizestes a estes meus irmãos menores a mim o fizestes” (Mt 25,12).
Tendes, portanto, propícia oportunidade para fazer da política a suprema expressão e testemunho da caridade social e do amor.
Que o espírito da sabedoria suscite em vós a inteligência para encontrar alternativas viáveis e discernimento para decidir corretamente.
Que sejais protegidos de todo mal, especialmente da corrupção e da violência.
Que as crianças e os jovens tenham em vós um exemplo de vida a ser seguido.
Que vosso mandato seja pleno de êxito e traga felicidade a todos os brasileiros.
O caminho que iniciais é difícil e poderá inquietar os vossos corações.
Tende coragem.
Deus, que um dia vocacionou Moisés e lideranças para libertar e governar o seu povo, hoje, em Goiás, no Tocantins, no Distrito Federal e em todo o Brasil, vos chama e envia para servir.
“O Senhor vos abençoe e vos guarde!
O Senhor faça brilhar sobre vós a sua face, e se compadeça de vós!
O Senhor volte para vós o seu rosto e vos dê a paz!” (Nm 6, 24-26).
Goiânia, 1º de fevereiro de 2007 .
Fonte http://www.cnbbco.org.br/noticias_detalhe.php?id_noticia=69